terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

2 Coríntios 5:1 - PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos,


Pastor Olavo Feijó, nascido em 1930, é Bacharel em Teologia pelo Seminário do Sul, licenciado em Pedagogia pela UERJ, Mestre em Educação Cristã e Doutor em Educação, pelo Southwestern Seminary, Estados Unidos, e Pós-Doutor em Psicologia Desportiva, pela Universidade de Maryland, Estados Unidos. Professor Titular de psicologia, especialista em Percepção e Motivação. Foi pastor no Brasil e nos Estados Unidos. Consultor de relacionamentos humanos. Autor e co-autor de vários livros. Foi professor no Seminário Batista do Sul do Brasil e em universidades no Brasil, Estados Unidos, Paraguai e Chile. Casado com a psicoterapeuta Dra. Cristina Feijó.

Depois de comentar a extensa série de problemas, perseguições, prisões, punições, que enfrentou na sua carreira missionária, Paulo olha para as compensações da vida eterna com Cristo: “Temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus” (II Coríntios 5:1).Há ocasiões, na nossa existência cristã, em que as coisas ficam tão ruins, que somos tentados a apelar para uma atitude de escapismo. A vontade que dá, nestas circunstâncias, é largar tudo pra lá e anelarmos pelo céu, numa postura de fuga.Só que suspirar pelo céu não resolve nossos problemas cristãos na terra. O contexto geral da esperança celestial, expressa por Paulo, é o de um “selo de garantia”. A certeza da ressurreição e da vida eterna com Cristo fortalece, aqui na terra, nossas emoções, nossos projetos, nossos esforços, nossa confiança, nossa resistência. A certeza da vitória final fortalece nossa musculatura espiritual, em meio as nossas batalhas terrenos. O bom guerreiro, o guerreiro convicto, não foge à luta: sua atitude é a de coragem, de determinação. Nosso edifício definitivo nos céus visa a nos dar dignidade e coragem, enquanto vivemos nesta casa temporária da terra.

Escrevendo suas recomendações finais aos filipenses, Paulo conclama: “Regozijai-vos sempre no Senhor...” (Filipenses 4:4).

PastorOlavo Feijó “Pensando bem”, dizem alguns crentes, “não há muita coisa neste mundo para alegrar a gente”. Na realidade, vivendo em um mundo que, sistematicamente, só nos traz tribulações, sentir alegria não revelaria uma certa imaturidade ou insensibilidade? Entretanto, mesmo vivendo intensamente as conseqüências da maldade de um mundo que não gosta do Senhor, o apóstolo insiste em que devemos regozijar. O verbo usado por Paulo não é um simples “ficar alegre”. Regozijar é uma qualidade de alegria consciente, voluntária, com pleno conhecimento de causa. Em outras palavras, como crentes, mesmo sendo alvo das tribulações do mundo, nossa estrutura espiritual deve ser construída de tal maneira que descubramos, NO SENHOR, razões suficientes para profunda alegria. É lógico que o segredo está exatamente nisso: no Senhor. Na comunhão com Ele, ultrapassamos as superficialidades do mundo e, trabalhados pelo Espírito, conseguimos sempre regozijar-nos.